Aos advogados civilistas do Paraná...

Aos advogados civilistas do Paraná...

                                                                                    Elias Mattar Assad

A multiplicidade etnocultural e religiosa de um povo fazem com que sua capacidade de tolerância aumente na mesma proporção. No Paraná é assim: Quando um descendente de italiano se revolta com algo, vai se aconselhar com o amigo que tem raízes polonesas e vislumbra o problema de outro modo e as coisas se acalmam. Identicamente, o de família árabe, quando fica injuriado, vai ao colega comerciante japonês que com a maneira tranqüila de ser, sugere solução vária. O teuto-brasileiro se irrita com o político que prometeu e não cumpriu e vai ao vizinho espanhol que o leva para almoçar na casa do francês, e o convencem que o mundo é assim mesmo. O judeu esbraveja porque venceu o alvará da loja, aumentou a burocracia (e a taxa) e vai ao amigo fornecedor que é lituano que lhe demove da irritação... A portuguesa ralha com o marido que está dando muita atenção para a mulata na padaria e logo encontra a confidente sueca que diz para ela não se incomodar com isto. No plano das crenças essa “miscigenação” inibe fanatismos, tanto que no Brasil temos absoluta certeza que Deus não se incomoda em ser cultuado desta ou daquela forma...  Sob o ponto de vista da paz isto é uma benção.

Por outro enfoque, a excessiva “absorção” pode vez ou outra, traduzir-se em indiferença aos problemas indefinidamente postergando soluções, calando, abafando ou anestesiando embrionários “gritos de alerta” que apontariam os desequilíbrios e injustiças.

Quando presidia evento de advogados criminalistas, no plenário do tribunal do júri de Curitiba, inscreveu-se para fazer uso da tribuna o advogado civilista curitibano Dione Vanderlei Martins. Tive a honra de conceder-lhe a palavra e, com sua vibrante oratória e proposta, fez ver a todos os presentes que verdadeiros crimes estariam sendo cometidos na esfera cível, inclusive com a política que valorava custas judiciais e derivações nefastas, sem que ninguém se opusesse em nome dos destinatários daqueles abusos. Propunha deflagração de um movimento para fazer ver a sociedade paranaense que o aumento das custas obstaculizava ou mesmo inviabilizava o acesso à justiça. Naquele momento, em meio a aplausos dos presentes e aprovação da proposta, notei que pessoas de colegas advogados civilistas o acompanhavam. Daí o embrião da idéia que tive em sugerir e estimular uma associação estadual de civilistas, que sintetizaria os problemas para se poderem sintetizar soluções. Pela gentileza dos Colegas civilistas, mais tarde, me foi concedido título de presidente de honra da Entidade.

Os positivos desdobramentos foram se sucedendo com reuniões, estatuto e diretoria, quando fui colhido de agradável surpresa e novamente honrado, com o convite para subscrever uma página abrindo o site da Apacível (www.apacivel.com.br). Posso testemunhar que a semente caiu em solo fértil e essa Entidade, com a diretoria que se apresenta, vai reverter esse quadro letárgico em que se prostrava o setor. Maravilhosa brotação espontânea que teve como elemento aglutinador a indignação comum de bem intencionados advogados, desta terra de todas as etnias com ônus e bônus disto. Nada fiz. A associação já estava ali, somente apontei uma direção naqueles momentos de nossas caminhadas...

Vou registrar aqui minha intuição de que nós partiremos e ela ficará porque imprescindível ao equilíbrio (poder/jurisdicionado). Nunca esqueçam seus dirigentes, nas previsíveis adversidades, que são vanguardeiros... as primeiras bombas e tiros atingem exatamente os que estão no “front”. Assim, receberão os “primeiros golpes”. Lembrar nesses momentos, daquele que sugeriu ao Criador o “afastamento do cálice” mesmo tendo anteriormente profetizado o calvário. Espelhem-se no movimento das ondas do mar onde cada recuo é o prenúncio de novo avanço...

A sugestão aos advogados civilistas do Paraná é no sentido de filiarem-se a Entidade (www.apacivel.com.br), somando valores, esforços e sugestões para torná-la forte com reflexos imediatos no exercício da profissão. No ano de 2005, a Entidade intenciona promover um “Encontro Paranaense de Advogados Civilistas”.

(escrita em 2005)

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