“Os juízes são uns metidos...”

“Os juízes são uns metidos...”

                                                                                     Elias Mattar Assad

Principio registrando várias manifestações que aos poucos iremos trazendo aos leitores. A de hoje, que me perdoe o Juiz paranaense Dr. Gamaliel Seme Scaff (substituto em 2º Grau), deve ser publicada na íntegra. Uma pérola: “...li sua crônica acerca da prisão de um profissional da advocacia ocupante de um cargo de relevo e observei também o seu raciocínio posto em termos percentuais com o qual, friso desde logo, concordo. Apenas uma ínfima parcela de cada classe tem sido posta em acusação, por vezes procedente, por vezes não, todavia execrando-se a todos perante a opinião pública sem distinção e ressalva aos demais integrantes da classe, fazendo parecer que todos são cúmplices.

O mesmo raciocínio já fiz também em relação a magistratura nacional em que num contingente de cerca de 15 mil juízes, não mais que meia dúzia de “Nicolaus” e “Mattos” parecem ter se tornado paradigma de todo o Judiciário. O valor dos honestos nunca é lembrado. Mas, quem se interessa?

Por vezes tenho a sensação de que paira uma maquiavélica intenção de bastidores de causar uma espécie de “nivelamento por baixo” das forças de alguma referência intelectual do país e isto em relação não só a juízes, como também a advogados, promotores de justiça, médicos, parlamentares e jornalistas, lançando uns contra outros numa ciranda em que todos são perdedores, inclusive o Brasil. Isto gera uma sensação de desalento, desânimo, de que não adianta lutar, mas que não é verdadeira. Sempre fui adepto do respeito como base a toda e qualquer relação como forma de fazê-la subsistir, seja profissional, de amizade ou mesmo sentimental, etc. Sem respeito, nenhum relacionamento perdurará pois não haverá uma comunicação honesta e de boa qualidade. Enquanto o respeito mútuo não impera, o Judiciário ganha rótulos e um Controle Externo, o Ministério Público corre o risco de ser amordaçado com a lei do “cala a boca”, a OAB desmoralizada e a imprensa censurada. Como estamos divididos não enfocamos essas agressões como um todo que pode ameaçar nossa estrutura social, preferindo antes, dar vasão a mesquinhos e inauditos sentimentos de vindita numa espécie de infantilidade tardia a exemplo do “bem feito” tão do gosto das crianças, afinal os juízes são uns “metidos”, os promotores uns “intrometidos”, os advogados uns “oportunistas desonestos”, os  jornalistas uns “falseadores da verdade” e por aí vai.

Um lamaçal num vale ou uma campinha verdejante numa colina podem ser vistos da ótica de um porcino ou de uma águia. A diferença reside apenas na elevação com que é mirado o foco.

Elevação e respeito para com os homens e mulheres de boa vontade os quais são a maioria neste país e estão nas verdejantes colinas da grandeza de caráter, porém, raramente enxergados. Escolhamos “o que” olhar e “de onde” olhar. É o que penso...”

Queremos parabenizar a magistratura nacional por ter em seus quadros juízes com a sensibilidade e visão de mundo aqui evidenciadas. 

(escrita em 2005)

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