Quanto vale um deputado, um juiz...

Quanto vale um deputado, um juiz...

                                                                                             Elias Mattar Assad

         Abordagens superficiais conduzem a apressadas conclusões que não resistem aos primeiros e mais elementares questionamentos. Como se fosse um filme que voltasse na versão “Marajás - parte II”, grande parcela da população, concitada inicialmente por pessoas que não tem compromissos nem com a ciência nem com a própria consciência, “guerrilheiros sem causa ou rumo”, e após, levianamente “ninada” pelos “sem assunto da república”, traz novamente à tona: “salários e mordomias...” de deputados, juízes, prefeitos entre outras carreiras e cargos públicos, como se estes fossem “tumores nacionais”. Isto faz relegar, no inconsciente coletivo, ao plano da insignificância as verdadeiras funções institucionais dessas carreiras, parlamentos, judiciário, etc., não somente expressão como garantidores da democracia.

         Vamos tomar alguns exemplos do nosso cotidiano: quanto vale um bom e autêntico jornalista ou professor, um bom jogador de futebol ou  administrador de empresas, bom vendedor ou operário? Em nosso tema, quanto vale um bom, pronto e ético juiz que aplica a lei, absorve tensões sociais e resolve com a brevidade possível as demandas e um outro omisso, ambíguo, contraditório, obscuro e antiético que impõe suas birras e vontades pessoais, criando mais problemas que os já existentes, desrespeitando as leis, fazendo as pessoas desacreditarem na Justiça, tardinheiro nas decisões, ora medroso ora covarde? Ainda, um bom e técnico parlamentar que garimpa os problemas e aponta as soluções pela via legislativa e outro enganador que nenhuma proposta ou projeto tem, que se distancia dos que o elegeram e nada leva na maleta para sua casa legislativa, salvo barganhas e interesses pessoais, de lá nunca trazendo nenhuma solução exceto para suas próprias e ilimitadas ambições? Quanto vale um bom funcionário público ou ocupante de um cargo que faz o Estado atingir os seus reais objetivos, aquele que o cidadão quando dele se aproxima agradece aos céus?

         Creio valermos sempre nossos últimos trabalhos. Se nestes andamos mal, de nada adianta termos tido trabalhos bons. Significará apenas que fomos bons no passado e estamos caindo na obsolescência.

         Quanto a juízes, vereadores, deputados, senadores, ocupantes de cargos públicos em geral, quando bons ou excelentes, em verdade não há dinheiro que os pague – quando péssimos, mesmo de graça (ou ainda que pagassem para o exercício) custariam demasiado caro aos cofres públicos e para todos nós pelos residuais efeitos negativos, prejuízos patrimoniais e morais que daí decorrem. Quando tudo isto foi concebido, partiu-se do pressuposto básico que saberíamos escolher as pessoas certas para o preenchimento de cada cargo e que funcionariam os mecanismos para extirpá-las quando errados ou enganados nessa escolha... 

(escrita em 2005)

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